Queria odiar as rosas,mas delas me veem o seu cheiro...
Queria odiar o criador do amor,mas dele nasceu o mundo...e me deu de presente
sua vida!
Cigarro,vinho...quero odiar tudo isso,se não tivesse me acostumado a conviver com eles!
Queria odiar as músicas,os acordes do violão e os dedilhos que delas saem,mas não consigo me imaginar sem ouví-las.
Queria fechar a porta do passado e imaginar um futuro sem sua presença,mas não sei se respiraria depois que passasse a chave.
Queria olhar pra trás e só enxergar a escuridão,mas vem sua imagem e o branco de tuas vestes e clareia tudo novamente.
Ah,como queria aprender a caminhar sem pisar nos teus calos!
Como queria esquecer um espanhol enferrujado e um inglês quase morto,pero olvidar tu piel y forget your words in my ears is impossible!
Então me prendo ao teu cheiro,a tua presença,aos teus hábitos,tuas letras e te transformo em esfinges que perdem seus narizes,mas que nunca se deterioram...
E corro,e fujo,e vou...e volto.
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Simplesmente o mais belo verso que poderia haver.
ResponderExcluirE parece que mesmo criei este se fossem invertidas as setas e o alvo estivesse bem aí, neste salto agulha, neste olhar pintado em negro, no jeito de gargalhar, no tudo ser dito, no palavrão solto nos ares, e que se danem os nós, mas nunca nós.
Sempre e tanto.
Fã.
...
OOOOW,OOOOOOOW,OOOOOOOOOOOW...juro que preferiria este!
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